Para que serve a vitamina E?

A vitamina E é um poderoso antioxidante natural, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico e prevenir inúmeras doenças.

Essa vitamina pode ser obtida através de verduras escuras, óleos vegetais e castanhas. Você também pode suplementar a vitamina E, desde que seja sob orientação médica. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto.

Pontos-chave

  • A vitamina E não é produzida pelo organismo, mas é armazenada e utilizada sempre que o corpo necessita. Presente em frutas, verduras, óleos vegetais e castanhas, essa vitamina raramente está em falta no organismo.
  • Pode apresentar deficiência de vitamina E quem possui problemas hereditários que prejudiquem a absorção dessa vitamina, distúrbios no fígado, fibrose cística ou quem sofra com doenças relacionadas ao metabolismo de gordura.
  • A vitamina E proporciona diversos benefícios para o organismo: Fortalece o sistema imunológico, protege contra doenças cardiovasculares, previne doenças neurológicas, combate a infertilidade, entre outros.

Para que serve a vitamina E: Tudo o que você precisa saber

A vitamina E proporciona diversos benefícios para a saúde como fortalecimento do sistema imunológico, prevenção de doenças neurológicas e cardiovasculares, combate à infertilidade e benefícios estéticos.

Para aumentar o aporte dessa vitamina no organismo é preciso manter uma dieta rica em gorduras boas e suplementar a vitamina E, quando necessário. Continue a leitura para saber mais sobre este excelente antioxidante natural.

Imagem de uma mulher tomando uma cápsula de vitamina E.
A vitamina E proporciona diversos benefícios para a saúde. (Fonte: Puhha/ 123RF.com)

O que é vitamina E?

Considerada um excelente antioxidante natural, a vitamina E está disponível em cinco formas químicas. Dessas apresentações, a alfa-tocoferol é a que proporciona mais benefícios para o organismo.

A vitamina E não é produzida naturalmente, portanto, deve ser consumida através de alimentos e suplementação, indispensável para quem possui dieta restritiva ou pobre em nutrientes (1).

Para que serve a vitamina E?

A vitamina E ajuda a fortalecer a saúde e prevenir inúmeras doenças, pois possui propriedade antioxidante e anti-inflamatória.

Essa vitamina também impede a formação dos radicais livres e os elimina, inibindo os efeitos nocivos que essas substâncias causam nas células. Conheça todos os benefícios da vitamina E abaixo:

Fortalece o sistema imunológico

A vitamina E fortalece o sistema imunológico, pois inibe a produção dos radicais livres e elimina essas substâncias. A vitamina E também aumenta a resistência a infecções causadas por vírus, como o vírus da Influenza.

Prevenção de doenças neurológicas

A deficiência de vitamina E está relacionada com alterações no sistema nervoso, o que leva os estudiosos a acreditarem que a vitamina E pode auxiliar na prevenção e tratamento de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Síndrome de Down.

Prevenção de doenças cardiovasculares

A vitamina E ajuda a reduzir o estresse oxidativo e o processo inflamatório do organismo, fatores associados ao surgimento e evolução de doenças cardíacas.

Essa vitamina também ajuda a controlar o nível de colesterol HDL, diminuir o acúmulo de gordura e o risco de trombose venosa. Outro benefício é proporcionar o relaxamento dos vasos sanguíneos.

Combate a infertilidade

O consumo de vitamina E aumenta a qualidade e motilidade dos espermatozoides, ou seja, a capacidade de se movimentarem, aumentando a fertilidade masculina.

Aumenta a resistência e força muscular

A vitamina E também ajuda a controlar os danos causados pelo estresse oxidativo induzido pela prática de exercícios físicos. Como consequência, a vitamina E acelera a recuperação pós-treino.

Essa vitamina também está associada ao aumento da resistência nos treinos, ganho de força muscular, aumento de massa muscular e fortalecimento dos ossos.

Benefícios estéticos

A vitamina E ajuda a prevenir o envelhecimento precoce, acelera o processo de cicatrização, atenua manchas, trata algumas doenças de pele como a dermatite, protege contra a ação dos raios solares e hidrata a pele.

Essa vitamina também ajuda a manter a integridade das fibras capilares e aumentar a circulação sanguínea no couro cabeludo, estimulando o crescimento do cabelo, mesmo em casos de doenças sérias como Alopecia.

Imagem de uma mulher tomando uma cápsula de vitamina E.
A vitamina E proporciona diversos benefícios para a beleza. (Fonte: Antonio Guillem/ 123RF.com)

Quais benefícios da vitamina E ainda estão sendo estudados?

Alguns benefícios associados ao consumo de vitamina E ainda estão sendo estudados pelos cientistas:

Prevenção do câncer de próstata

Alguns estudos sugerem que a vitamina E pode ajudar a prevenir ou mesmo tratar o crescimento de tumores dependentes do hormônio masculino testosterona, como é o caso do câncer de próstata, mas os resultados ainda são controversos.

Prevenção da degeneração da mácula

Os estudos científicos que analisam a relação entre a vitamina E e a degeneração da mácula apresentam resultados conflitantes. Alguns estudos apontam para redução dos riscos de desenvolver problemas na mácula, enquanto outros não indicam qualquer associação.

Prevenção da Esclerose Lateral Amiotrófica

Algumas pesquisas sugerem que a vitamina E pode ajudar a prevenir e retardar a progressão da Esclerose Lateral Amiotrófica. No entanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmar essa teoria.

Benefícios para gestantes

Alguns estudos indicam que a vitamina E pode auxiliar na prevenção de uma doença chamada Pré-Eclâmpsia que pode ocorrer pelo estresse oxidativo elevado na placenta (2).

Em quais alimentos posso encontrar vitamina E?

Diversos alimentos fornecem vitamina E, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, cereais, óleos vegetais e oleaginosas. Preparamos uma lista com os alimentos ricos nessa vitamina para você caprichar no cardápio:

  • Mamão é fonte de vitamina E e vitamina C, além de alguns minerais como cálcio, ferro e potássio. Essa fruta ajuda a fortalecer o sistema imunológico, prevenindo resfriados e gripes. Também serve para deixar a pele mais bonita e saudável.
  • Abacate é rico em gorduras boas, além de vitamina A, vitaminas do Complexo B, vitamina C, cálcio, ferro e fósforo. A fruta ajuda a diminuir o índice glicêmico e prevenir doenças cardiovasculares.
  • Pistache é rico em antioxidantes que ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares como derrame a Acidente Vascular Cerebral. O consumo regular de pistache também ajuda a melhorar a digestão, pois esse fruto seco é rico em fibras.
  • Castanha do Pará é rica em selênio, um mineral que protege as células. Também é fonte de magnésio e fósforo, dois minerais importantes para o fortalecimento dos ossos e dos dentes. Estudos indicam que a castanha do Brasil atua na prevenção do câncer de bexiga e próstata.
  • Amêndoas fornecem fibras, proteínas, vitaminas, minerais e gorduras boas, nutrientes que ajudam a aumentar os níveis de energia, fortalecer os ossos e dentes, beneficiar o cérebro e prevenir doenças como câncer e diabetes.
  • Amendoim contribui para a melhora da saúde, pois fornece vitamina E, proteínas e minerais que ajudam no bom funcionamento do coração e da memória e aumentam a fertilidade da mulher.
  • Nozes fornecem gorduras boas para o organismo, além dos ômegas 3 e 6. As nozes ajudam no bom funcionamento do sistema cardiovascular, melhoram a qualidade do sono e ajudam a prevenir alguns tipos de cânceres.

Além dos alimentos mencionados acima, a vitamina E pode ser encontrada em quase todos os vegetais escuros e em algumas espécies de peixes como sardinha e salmão. Importante variar nas fontes de vitamina E.

Imagem de castanhas.
Consuma castanhas para aumentar os níveis de vitamina E no organismo. (Fonte: Marta Branco/ Pexels.com)

Quais os sintomas da deficiência de vitamina E?

Quem está com deficiência de vitamina E pode apresentar alguns sintomas relacionados a problemas no sistema nervoso central. Os mais comuns são diminuição dos reflexos, dificuldade para andar, visão dupla, dores de cabeça e até fraqueza muscular.

Quem deve suplementar vitamina E?

Caso você apresente alguns dos sintomas de deficiência de vitamina E listados acima, recomendamos que você procure orientação de um médico endocrinologista, nutricionista ou nutrólogo.

O profissional realizará uma avaliação do seu estado de saúde, investigará o histórico clínico e solicitará exames para analisar a concentração de vitamina E no sangue.

Caso seja constatado um nível insatisfatório de vitamina E, haverá recomendação médica para que você inicie a suplementação vitamínica e aumente o consumo de alimentos que forneçam essa vitamina naturalmente.

Imagem de uma pessoa segurando cápsulas de vitamina E.
Procure orientação médica se você está com sintomas de falta de vitamina E. (Fonte: R+R Medicinals/ Unplash.com)

A deficiência de vitamina E é rara, principalmente porque esse antioxidante natural está presente em diversos alimentos. No entanto, o problema pode se manifestar em pessoas com as seguintes características:

  • Pessoas que têm dificuldade de absorver gorduras dos alimentos – essa condição é comum em pessoas que realizaram cirurgia bariátrica, quem possui síndrome do intestino irritável ou pancreatite crônica;
  • Indivíduos que possuem alterações genéticas nas enzimas Alfa-TTP ou Apolipoproteína B, que causam uma deficiência grave de vitamina E;
  • Recém-nascidos prematuros, pois a deficiência de vitamina E pode causar retinopatia e/ou anemia hemolítica;

Quem não deve suplementar vitamina E?

Recomenda-se evitar o suplemento de vitamina E se você estiver utilizando um medicamento anticoagulante, antiagregante plaquetário, sinvastatina ou niacina.

Também se recomenda cautela se você estiver fazendo tratamento com quimioterapia ou radioterapia. Em ambos os casos, procure orientação médica e nunca se automedique, mesmo que sejam apenas vitaminas.

Qual a dose diária recomendada de vitamina E?

Para manter um nível adequado de vitamina E no organismo, você deve consumir pelo menos 25mg dessa vitamina por dia. Caso consuma a vitamina E como suplemento ou polivitamínico, recomenda-se o consumo máximo de 150mg.

Para os idosos, pode ser recomendada uma dose diária suplementar de 50 a 200mg de vitamina E. Mas a dosagem deve ser indicada por um médico nutricionista, após a realização de exames para ajustar a dosagem de acordo com as necessidades do organismo.

Para bebês recém-nascidos prematuros, o pediatra pode recomendar uma dose diária de 10mg a 15mg de vitamina E.

 Imagem de cápsulas em gel.
O suplemento de vitamina E pode ser utilizado por pessoas de todas as idades. (Fonte: HeungSoon/ Pixabay.com)

Quais são os problemas resultantes da falta de vitamina E?

Quem tem deficiência de vitamina E pode apresentar os seguintes problemas de saúde – que cessam assim que a vitamina é reposta através da alimentação e suplementação:

  • Enfraquecimento do sistema imunológico;
  • Fraqueza muscular;
  • Problemas de visão;
  • Tremores;
  • Dormência;
  • Infertilidade;
  • Dificuldade para andar.

Conclusão

A vitamina E proporciona diversos benefícios para o organismo, pois possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Para aumentar a concentração dessa vitamina, você deve consumir verduras escuras, frutas ricas em gorduras boas, óleos vegetais e castanhas.

Em alguns casos, pode ser necessário suplementar a vitamina E em uma dose que varia de 15mg a 200mg, depende da idade e condições de saúde da pessoa. Mas é preciso consumir vitamina E com cautela, pois o excesso dessa substância pode prejudicar a saúde.

(Fonte da imagem destacada: Pixabay/ Pexels.com)

Referências(2)

  1. Pita Rodríguez, Gisela. Funciones de la Vitamina E en la nutrición humana. Rev. cuba. aliment. nutr ; 11(1): 46-57, ene.-jun. 1997.
  2. JÚNIOR, Hernani Pinto de Lemos. LEMOS, André Luis Alves de. Vitamina E e gravidez. Diagn Tratamento. 2009;14(4):152-5.
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Estudo científico
Pita Rodríguez, Gisela. Funciones de la Vitamina E en la nutrición humana. Rev. cuba. aliment. nutr ; 11(1): 46-57, ene.-jun. 1997.
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Estudo científico
JÚNIOR, Hernani Pinto de Lemos. LEMOS, André Luis Alves de. Vitamina E e gravidez. Diagn Tratamento. 2009;14(4):152-5.
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